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Ouvindo Gracie and Rachel — Hello Weakness, You Make Me Strong (2020)

  • Foto do escritor: Marcos Vinícius
    Marcos Vinícius
  • 15 de jul. de 2021
  • 2 min de leitura

Atualizado: 22 de mar. de 2023

Com segundo álbum, dupla alcançou a perfeição

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(imagem da internet)

Já há algum tempo estou para escrever a respeito dessa dupla maravilhosa, mas vinha adiando não sei por quê.


Bem, conheci ambas por volta de 2018, quando me deparei com o álbum de estreia delas: Gracie and Rachel, lançado um ano antes. Junto a outras artistas, 2018 foi um dos melhores para mim em questão musical. Golden Fable, Steady Holiday, Sofia Sarri e Myzica foram algumas das excelências que tive o prazer de conhecer. Mas voltando a essas duas, em 2020 elas lançaram o segundo trabalho — que dá o nome a esse texto, lá em cima.


O Som que elas fazem é uma mistura de indie pop com música clássica. Há uma cadencia impulsionada por uma batida bastante envolvente e rítmica; mais a presença do piano e do violino que dialogam em perfeita sincronia. De longe, talvez, possa parecer uma união estranha, mas quando se ouve o que elas fizeram, percebe-se que bastam pessoas extremamente capazes para produzir algo bom.

Sinto que Hello Weakness, You Make Me Strong é menos orquestra, se é que isso faz sentido, que o excelente predecessor. Aqui, há uma dosagem equilibrada entre os instrumentos sem tanto destaque para ambos os lados, além dessa aura até mais serena — e isso me agradou bastante. O de 2017 — que falarei em breve — tenho a impressão que se apoia mais no piano e violino. Isso não é ruim, pelo contrário, mas acredito que aqui há uma abertura que se encaixou melhor em uma concepção geral, com uma abordagem e presença mais idílica dos teclados. Uma batida mais dançante, o que fez também, em alguns momentos, eu me aproximar do bondoso dreampop, em camadas mais diluídas.


A voz principal é da Gracie Coates — que é a pianista. Rachel Ruggles, a violinista, também canta em certos momentos.

O álbum é bem rápido, tendo 10 músicas, e não se estendendo mais do que necessário. Todas são bem coesas sem destoar uma da outra, o que é bom, pois mantêm uma unidade funcional. Meigas e cheias de personalidade, as composições são um visitar aos sonhos.


Deixo aqui a minha satisfação ao poder acompanhar o trabalho dessas duas mulheres tão talentosas, e que, apesar de terem apenas dois álbuns, já demonstram que têm em mãos um futuro brilhante — se é que ele já não está com elas.


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